Procuro Leitor para navegação séria. (Sem amarras.) Dei Palavras na Rua de 8/03/2013 a 10/01/2017. Hoje respiro. Só. Andreia Azevedo Moreira
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
fotografar palavras: # 316 - Fotografia de Mónica Brandão
fotografar palavras: # 316: "O tempo não era suficiente para aferir as díspares vontades que, como aranhas, lhe teciam teias nos pulmões." Texto: Andreia Azevedo Moreira
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
fotografar palavras: # 308 - Fotografia de Maria João Alves
fotografar palavras: # 308: "Falta-me um encaixe. Poderia ser ilusório. Não há calor neste estado. Os sentidos perderam-se neste espaço imenso que criei ao me...
fotografar palavras: # 303 - Fotografia de Rosa Paixão
fotografar palavras: # 303: "Há que continuar. A vida empurra." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Rosa Paixão
fotografar palavras: # 301 - Foto de Bruno Mourinha
fotografar palavras: # 301: “Novela: Bater a bota Certo dia meti-me numa casota convencido de que podia bater a bota atropelado por uma mota. Cenas dos próximos capítulos: Mas não foi bem assim. Conheci uma pinguim que me levou para o pólo Norte, por ter gostado de mim.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
fotografar palavras: # 299
FOTOGRAFIA: Sílvia Bernardino
fotografar palavras: # 299: "Todos os dias, pela manhã, se interroga quem lhe terá apagado as tarde e as noites." Texto: Andreia Azevedo Moreira
fotografar palavras: # 299: "Todos os dias, pela manhã, se interroga quem lhe terá apagado as tarde e as noites." Texto: Andreia Azevedo Moreira
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
«Serviços mínimos de felicidade», de Paulo Kellerman
«Serviços mínimos de felicidade», de Paulo Kellerman (Leiria, 1974) é um hino à angústia de uma mulher que sofre o acidente maior: o da própria filha que jaz inconsciente numa cama de hospital. Sentimos o seu monólogo interior com a força de um terramoto que conduz à ruína. Quando nos achamos sem abrigos o que resta, senão a honestidade que nos devemos. Eis o que mais me comoveu na obra, a autenticidade da voz desta mãe, agora sem a força de o ser, que não se poupa. Exaustiva, minuciosa e massacrante, mas também leve, distraída, errante e, por isso mesmo, redentora. A filha é sempre mencionada como P. . P de palavra impronunciável na dor indescritível de repetir o nome daquela que talvez não torne a abraçar. Lemos a noite mais longa. Não são as horas que custam a passar, até à certeza do que acontecerá ao seu amor maior. São os segundos. E enquanto os sente, de forma insuportável, numa dormência do corpo e dos sentimentos, entretém-se a «usar o pensamento para fugir» (pág. 31), projectando a sua vida numa tela privada, assistindo ao desenrolar da película da sua existência, na mais absoluta solidão. Conhecemos pormenores desde o momento decisivo da desgraça que estilhaçou as três vidas, passando pela construção da vida em comum com Afonso, o marido, pai de P., a quem mal conhece, até à trivialidade de um vestido bonito numa mulher sedutora, mais o encanto de algumas das paisagens que a habitam.
Qualquer momento é apropriado ao recomeço, inclusive, quando nos parecer que já morremos, muitas vezes, embora ainda não o tivéssemos constatado. Esta mulher fala-nos das suas várias mortes, consciencializando-se de cada uma delas, à medida que a atingem, implacáveis. Falta-nos o ar na maior parte das linhas.
É curioso que apenas Afonso, invisível nos afectos, seja identificado. Apenas o pai-condutor-responsável pode ser gritado, acusado, julgado. Identificar o desamor nos outros é mais fácil do que detectá-lo ao espelho. Eis que esta conversa, consigo mesma, a obrigará ao confronto com o que é, com o que julgava ser e lhe aparece agora desprovido de sentido, desfazendo, neste combate, todas as ilusões de poder ser alguma coisa através de terceiros.
Mais do que encontrar respostas para todas as questões que a narradora se coloca, importa repensar. Colocarmo-nos no seu lugar sem nome que é o de todos nós.
Se chegarmos àquele momento em que tudo muda, irremediavelmente, aquele que poderá ser o derradeiro, andámos a escolher o que desejávamos? O que podia ela ter feito diferente para não assassinar os sonhos da filha com pessimismo, realismo e afins? O que podia ela ter feito diferente para não ter desistido dos seus próprios sonhos? Sendo tarde para a filha, ainda o é para si?
Eis que o livro chega ao fim. Nos nossos olhos silêncio, todavia, a sua música continua a tocar para nós, como nos auscultadores de P. logo após o desastre.
«Quem disse que terá de existir uma relação directa entre falar e amar?» (Pág. 62)
Talvez não haja. Sou parca em certezas. Tenho esta: este romance, que escava a esperança sob o desespero, é um acto de amor.
Obrigada, Paulo.
fotografar palavras: # 273
fotografar palavras: # 273: "A luz mais intensa pertence ao sol e aos que ousam." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Bruno Mourinha
fotografar palavras: # 267
fotografar palavras: # 267: “Só a dor nos faz chorar?” Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Bruno Mourinha
fotografar palavras: # 250
fotografar palavras: # 250: "Caminharei para ti como uma condenada, para poder libertar-me." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Maria João Faísca
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
fotografar palavras: # 244
fotografar palavras: # 244: “Pai, quero ler o amor.” Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Ana Moderno
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
fotografar palavras: # 225
Esta fotografia da Maria João Faísca emudeceu-me alguns dias.
Maravilhosa.
fotografar palavras: # 225:
“Na melodia sou o silêncio.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Maravilhosa.
fotografar palavras: # 225:
“Na melodia sou o silêncio.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
fotografar palavras: # 207
fotografar palavras: # 207:
“Só me sinto segura contigo a chorar. As lágrimas sussurram-me que gostas de mim.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Uma fotografia bela do Bruno Mourinha, para as minhas palavras feias.
“Só me sinto segura contigo a chorar. As lágrimas sussurram-me que gostas de mim.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Uma fotografia bela do Bruno Mourinha, para as minhas palavras feias.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
«A Escritora» na Preguiça Magazine
Com a ilustração magnífica da Lisa Teles, o meu conto perde sentido. Está lá tudo. Obrigada, Lisa, por teres chegado à essência. Obrigada, Paulo Kellerman, hoje, ontem e até ao meu fim. Obrigada à Preguiça Magazine por me acolher as palavras.
Chiça que sou uma sortuda!
http://preguicamagazine.com/2016/11/05/conto-a-escritora/
Encontram a Lisa, aqui:
http://escaravelhoeditora.weebly.com/contactos.html
Encontram a Lisa, aqui:
http://escaravelhoeditora.weebly.com/contactos.html
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
fotografar palavras: # 190
DAQUI: fotografar palavras: # 190
“Respiro-te. Inspiro e sustenho o ar para te reter num desespero. Repara.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
A foto perfeita por Carla de Sousa
“Respiro-te. Inspiro e sustenho o ar para te reter num desespero. Repara.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
A foto perfeita por Carla de Sousa
fotografar palavras: # 187
Belíssima foto de Sónia Silva.
DAQUI: fotografar palavras: # 187
“Perco-me na saudade dos teus olhos predadores que me questionavam, do mergulho nas minhas coxas.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
DAQUI: fotografar palavras: # 187
“Perco-me na saudade dos teus olhos predadores que me questionavam, do mergulho nas minhas coxas.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
fotografar palavras: # 175
DAQUI
“Arranjamos uma régua que meça o desejo. Perdemo-nos por quantos centímetros? Não queres saber?”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: BRUNO MOURINHA
“Arranjamos uma régua que meça o desejo. Perdemo-nos por quantos centímetros? Não queres saber?”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: BRUNO MOURINHA
fotografar palavras: # 170
DAQUI.
“Ensinou-me a ver a beleza, mesmo quando a paisagem é negrume.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Cláudia Andrade
“Ensinou-me a ver a beleza, mesmo quando a paisagem é negrume.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Cláudia Andrade
fotografar palavras: # 167
DAQUI.
“Somos criaturas movidas pelo instinto. Pele, carne, violência e prazer. Por vezes sangue. Fresco.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Sónia Serafim
“Somos criaturas movidas pelo instinto. Pele, carne, violência e prazer. Por vezes sangue. Fresco.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Sónia Serafim
Fotografar palavras - 163
“Andava apenas a passar o tempo, como quem fala para o espelho.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Ana Guedes
DAQUI.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






