Procuro Leitor para navegação séria. (Sem amarras.) Dei Palavras na Rua de 8/03/2013 a 10/01/2017. Hoje respiro. Só. Andreia Azevedo Moreira
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
fotografar palavras: # 373 - Foto de Mónica Brandão
fotografar palavras: # 373: "Morri sem que o meu corpo me acompanhasse." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Mónica Brandão
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
USURPAÇÃO DE IDENTIDADE
Alguém fez um livro em meu nome. Desconheço o conteúdo. Tem a minha imagem na capa e o meu nome. No depósito legal está registado com o nome com que assino os meus contos e que é o único que tenho: Andreia Azevedo Moreira.
Quem me conhece saberá que não faria uma coisa de tão mau gosto. Apresentarei queixa, pois. Que ninguém vá ao engano. Quero ser lida em papel, sim, mas eu decido os termos em que tal acontece.
Isto que alguém fez é crime. São vários crimes, aliás.
Sinto piedade desse coração deturpado.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Foto: Mónica Brandão - fotografar palavras: # 373
fotografar palavras: # 373: "Morri sem que o meu corpo me acompanhasse." Texto: Andreia Azevedo Moreira
FOTO de Elisabete Antunes - fotografar palavras: # 367
fotografar palavras: # 367: "Agi como se a existência pudesse ser traduzida em gargalhadas e nada, a não ser secura. Tudo é angústia."
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Bruno Mourinha - fotografar palavras: # 359
fotografar palavras: # 359: "Demonstrado ficou que um silêncio desmedido pode não significar quietude, antes o momento que antecede inexorável predação."
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Maria João Faísca - fotografar palavras: # 344
fotografar palavras: # 344: "Quando uma direcção se impõe, é no desnorte que me encontro."
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Sílvia Bernardino - fotografar palavras: # 331
fotografar palavras: # 331: "«Só.» Quanto peso numa palavra tão pequena."
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
FOTOGRAFIA de Elisabete Antunes - fotografar palavras: # 324
fotografar palavras: # 324: "Observo-te do outro lado da rua. Mantemo-nos à distância, uns instantes. Não desviamos os olhos presos. Serei capaz de atravessar? Sou.
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
fotografar palavras: # 316 - Fotografia de Mónica Brandão
fotografar palavras: # 316: "O tempo não era suficiente para aferir as díspares vontades que, como aranhas, lhe teciam teias nos pulmões." Texto: Andreia Azevedo Moreira
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
fotografar palavras: # 308 - Fotografia de Maria João Alves
fotografar palavras: # 308: "Falta-me um encaixe. Poderia ser ilusório. Não há calor neste estado. Os sentidos perderam-se neste espaço imenso que criei ao me...
fotografar palavras: # 303 - Fotografia de Rosa Paixão
fotografar palavras: # 303: "Há que continuar. A vida empurra." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Rosa Paixão
fotografar palavras: # 301 - Foto de Bruno Mourinha
fotografar palavras: # 301: “Novela: Bater a bota Certo dia meti-me numa casota convencido de que podia bater a bota atropelado por uma mota. Cenas dos próximos capítulos: Mas não foi bem assim. Conheci uma pinguim que me levou para o pólo Norte, por ter gostado de mim.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Texto: Andreia Azevedo Moreira
fotografar palavras: # 299
FOTOGRAFIA: Sílvia Bernardino
fotografar palavras: # 299: "Todos os dias, pela manhã, se interroga quem lhe terá apagado as tarde e as noites." Texto: Andreia Azevedo Moreira
fotografar palavras: # 299: "Todos os dias, pela manhã, se interroga quem lhe terá apagado as tarde e as noites." Texto: Andreia Azevedo Moreira
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
«Serviços mínimos de felicidade», de Paulo Kellerman
«Serviços mínimos de felicidade», de Paulo Kellerman (Leiria, 1974) é um hino à angústia de uma mulher que sofre o acidente maior: o da própria filha que jaz inconsciente numa cama de hospital. Sentimos o seu monólogo interior com a força de um terramoto que conduz à ruína. Quando nos achamos sem abrigos o que resta, senão a honestidade que nos devemos. Eis o que mais me comoveu na obra, a autenticidade da voz desta mãe, agora sem a força de o ser, que não se poupa. Exaustiva, minuciosa e massacrante, mas também leve, distraída, errante e, por isso mesmo, redentora. A filha é sempre mencionada como P. . P de palavra impronunciável na dor indescritível de repetir o nome daquela que talvez não torne a abraçar. Lemos a noite mais longa. Não são as horas que custam a passar, até à certeza do que acontecerá ao seu amor maior. São os segundos. E enquanto os sente, de forma insuportável, numa dormência do corpo e dos sentimentos, entretém-se a «usar o pensamento para fugir» (pág. 31), projectando a sua vida numa tela privada, assistindo ao desenrolar da película da sua existência, na mais absoluta solidão. Conhecemos pormenores desde o momento decisivo da desgraça que estilhaçou as três vidas, passando pela construção da vida em comum com Afonso, o marido, pai de P., a quem mal conhece, até à trivialidade de um vestido bonito numa mulher sedutora, mais o encanto de algumas das paisagens que a habitam.
Qualquer momento é apropriado ao recomeço, inclusive, quando nos parecer que já morremos, muitas vezes, embora ainda não o tivéssemos constatado. Esta mulher fala-nos das suas várias mortes, consciencializando-se de cada uma delas, à medida que a atingem, implacáveis. Falta-nos o ar na maior parte das linhas.
É curioso que apenas Afonso, invisível nos afectos, seja identificado. Apenas o pai-condutor-responsável pode ser gritado, acusado, julgado. Identificar o desamor nos outros é mais fácil do que detectá-lo ao espelho. Eis que esta conversa, consigo mesma, a obrigará ao confronto com o que é, com o que julgava ser e lhe aparece agora desprovido de sentido, desfazendo, neste combate, todas as ilusões de poder ser alguma coisa através de terceiros.
Mais do que encontrar respostas para todas as questões que a narradora se coloca, importa repensar. Colocarmo-nos no seu lugar sem nome que é o de todos nós.
Se chegarmos àquele momento em que tudo muda, irremediavelmente, aquele que poderá ser o derradeiro, andámos a escolher o que desejávamos? O que podia ela ter feito diferente para não assassinar os sonhos da filha com pessimismo, realismo e afins? O que podia ela ter feito diferente para não ter desistido dos seus próprios sonhos? Sendo tarde para a filha, ainda o é para si?
Eis que o livro chega ao fim. Nos nossos olhos silêncio, todavia, a sua música continua a tocar para nós, como nos auscultadores de P. logo após o desastre.
«Quem disse que terá de existir uma relação directa entre falar e amar?» (Pág. 62)
Talvez não haja. Sou parca em certezas. Tenho esta: este romance, que escava a esperança sob o desespero, é um acto de amor.
Obrigada, Paulo.
fotografar palavras: # 273
fotografar palavras: # 273: "A luz mais intensa pertence ao sol e aos que ousam." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Bruno Mourinha
fotografar palavras: # 267
fotografar palavras: # 267: “Só a dor nos faz chorar?” Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Bruno Mourinha
fotografar palavras: # 250
fotografar palavras: # 250: "Caminharei para ti como uma condenada, para poder libertar-me." Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Maria João Faísca
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
fotografar palavras: # 244
fotografar palavras: # 244: “Pai, quero ler o amor.” Texto: Andreia Azevedo Moreira Foto: Ana Moderno
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
fotografar palavras: # 225
Esta fotografia da Maria João Faísca emudeceu-me alguns dias.
Maravilhosa.
fotografar palavras: # 225:
“Na melodia sou o silêncio.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Maravilhosa.
fotografar palavras: # 225:
“Na melodia sou o silêncio.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
fotografar palavras: # 207
fotografar palavras: # 207:
“Só me sinto segura contigo a chorar. As lágrimas sussurram-me que gostas de mim.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Uma fotografia bela do Bruno Mourinha, para as minhas palavras feias.
“Só me sinto segura contigo a chorar. As lágrimas sussurram-me que gostas de mim.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Uma fotografia bela do Bruno Mourinha, para as minhas palavras feias.
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