terça-feira, 7 de maio de 2019

FOTOGRAFAR PALAVRAS #1740

"A liberdade habita os gestos simples. Decidir abraçar alguém, abrindo o peito para acolher, apesar de todos os golpes. 

Eis um rosto da coragem." 


Texto: Andreia Azevedo Moreira

Foto: Carla de Sousa

Projecto: Paulo Kellerman


http://fotografarpalavras.blogspot.com/2019/05/1740.html

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Filmaço



Baseado na obra - The Surgeon of Crowthorne: A Tale of Murder, Madness and the Love of Words (Título do caraças para um livro.)

Em tudo havia beleza de Manuel Vilas

Pela primeira vez, li uma pessoa. 

A meio, desconhecedora se o lia e aos seus, 

ou a mim e aos meus. 

Duríssimo, 

cruel, 

poético, 

essencial para quem gosta de cá andar consciente. 

Doa o que doer. 


Em tudo havia beleza. 

(Há) 

Generoso, Manuel Vilas. 

Obrigada.










terça-feira, 30 de abril de 2019

fotografar palavras: # 1735

fotografar palavras: # 1735 

«Vivi sempre a meio caminho entre a acção e a quietude. Quantas demoras foram arrependimento. A quantos toques me furtei. Em breve, o luto dos meus. O tempo foi a medida da minha incapacidade.»

Texto: Andreia Azevedo Moreira 

Foto: Maria João Alves 

Projecto: Paulo Kellerman

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Coisas que aprendi, esqueci e regressam de ora em vez

Uma pessoa, sendo desde criança já uma pessoa, devia vir com o entendimento de que nasceu para ser o que deseje, e não para acudir às expectativas de terceiros. 

(Sim, os pais são terceiros como os outros terceiros. Quem diz pais, diz avós, diz tios, diz todo o tipo de relação sanguínea, de afinidade, convívio formal e informal, etc. e tal) 

Ora, não tendo a maior parte das pessoas, enquanto crianças, este conhecimento presente, passam grande parte da infância tentando preencher os vazios dos adultos. O que é que sucede. Isso está mal. Extremamente incorrecto, diria. Por demais desadequado e condiciona sobremaneira a maior parte das pessoas crianças, quando crescem para pessoas adultas. (Este parágrafo pode conter reminiscências de um scketch dos gato fedorento, o qual recomendo vivamente. https://www.youtube.com/watch?v=ZbDh20ViNFg ) 

Vai daí qual a recomendação às pessoas crianças que hoje são adultas e que volta e meia se sentem crianças desamparadas, sendo eu própria uma pessoa adulta criança desamparada e vice-versa.

Poupem tempo às vossas ricas vidinhas, vivam-nas como bem entenderem, dêem amor às pazadas sem esperarem (velhacos) recebê-lo de volta, mas sobretudo amem-se. Respeitem-se. Sigam aí o que a voz de dentro sussurra. Não finjam que não ouvem. Só se enganam e perdem TEMPO. 

(É que vamos mesmo morrer. Sem dar por ela, passei num relance da miúda de 18 anos a chorar à janela do quarto, por causa de um Ramon, a ouvir esta menina, para a mulher de 41 anos assustada quando esquece como se chora, ou sente, ou repele a amargura, a ouvir ainda esta menina. Estava à janela da Assis Chateaubriand e puff vinte e três anos já eram.) 

Ainda que aos olhos dos outros que pretendam controlar existências alheias possam ser catalogados de egoístas, ingratos, cruéis e sei lá mais o quê que os rebanhos gostam de chamar aos que assumem a solidão que é escolher os próprios caminhos.

P.S. Fugir de pessoas tóxicas. (Nenhuma excepção admitida.)


quinta-feira, 18 de abril de 2019

O acaso

Qual a probabilidade de passar por mim o Escritor do Livro que estou a ler, perceber o meu sorriso involuntário e sorrir-me um olá de volta? Aconteceu. Agora mesmo. Martinho da Arcada. 

Manuel Vilas.

Caraças.



CREEP


Concedida a possibilidade de aperfeiçoar o que vejo ao espelho, seria a aberração. 

(17-12-2018)


terça-feira, 9 de abril de 2019

Encomendar um livro recomendado por alguém que nos interessa profundamente e lê-lo, mal nos chegue às mãos, pode ser a proximidade maior que alguma vez teremos com o mesmo. 

Aproveitemo-la.

#Panaceias
A tinta-da-china é incisiva a demonstrar-me que jamais se dobram cantos às folhas de um livro.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Uma mulher livre banha-se no Rio. Quem sou para lhe dizer que pare. Nada vestida. A corrente. A poluição. O medo. Meus. Uma mulher livre, só, faz o que lhe dá na gana. Não quer morrer. Pelo contrário, vive. E eu aflita, cheia de entraves, prossigo seca no meu caminho seguro, sem mergulhos. Há improváveis que acontecem talvez por acaso, talvez para que acorde. Presa a uma dormência escolhida, da qual não me consigo desembaraçar.