sexta-feira, 10 de maio de 2019

The Airborne Toxic Event - Sometime Around Midnight

#1670

"Cobarde. Contive o arrojo de elevar as mãos ao teu rosto, ou roubar-te o abraço que sonhei. Teria retido nas palmas e no corpo a tua temperatura. Isolada, como agora, aquecer-me-ia com o que sobrou do nosso encontro. Parco consolo para a ideia ressuscitada, inútil, ou para esta solidão com o teu nome."

Texto: Andreia Azevedo Moreira

Foto: Maria João Alves

Projecto: Paulo Kellerman

quinta-feira, 9 de maio de 2019

BREVEMENTE

https://www.facebook.com/CURTAAESCRITORA/

Diz que não foi um sonho.

Que aconteceu esta rodagem e que há-de haver uma curta a passar numa grande tela.

"A escritora".

Há dez anos, mais coisa menos coisa, a Raquel Ochoa passava-me um TPC num curso de escrita criativa, na saudosa Livraria TRAMA, ali ao Rato.

(Ai que horror, os cursos de escrita criativa... Horror, o caraças. Fartei-me de viver coisas boas e conhecer gente interessante e até ganhei uma amiga para a vida toda, graças aos ditos. Não trocava essas experiências por nada.)

Foi sendo alterado durante anos.

Agora será ainda outra coisa, às mãos do Hugo Pinto.

Ansiosa por conhecer e me emocionar com o resultado final.

"VAMBORA!"

quarta-feira, 8 de maio de 2019

#1694

"Tento o acerto caminhando entre ímpares. Multidões distraídas perseguem existências aceleradas. Parecem alegres, as vidas dos outros. A minha nunca. Escolto passos. Encosto, tanto quanto mo permitam, o corpo e a indecência. Sinto cheiros distintos buscando pistas que encaminhassem para a norma. Nada. Não há quem me reconheça ou acolha. Sigo vadio."

Fotografia: Tânia João

Projecto: Paulo Kellerman

Texto: Andreia Azevedo Moreira

James – Moving On (Official Video)

terça-feira, 7 de maio de 2019

FOTOGRAFAR PALAVRAS #1740

"A liberdade habita os gestos simples. Decidir abraçar alguém, abrindo o peito para acolher, apesar de todos os golpes. 

Eis um rosto da coragem." 


Texto: Andreia Azevedo Moreira

Foto: Carla de Sousa

Projecto: Paulo Kellerman


http://fotografarpalavras.blogspot.com/2019/05/1740.html

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Filmaço



Baseado na obra - The Surgeon of Crowthorne: A Tale of Murder, Madness and the Love of Words (Título do caraças para um livro.)

Em tudo havia beleza de Manuel Vilas

Pela primeira vez, li uma pessoa. 

A meio, desconhecedora se o lia e aos seus, 

ou a mim e aos meus. 

Duríssimo, 

cruel, 

poético, 

essencial para quem gosta de cá andar consciente. 

Doa o que doer. 


Em tudo havia beleza. 

(Há) 

Generoso, Manuel Vilas. 

Obrigada.










terça-feira, 30 de abril de 2019

fotografar palavras: # 1735

fotografar palavras: # 1735 

«Vivi sempre a meio caminho entre a acção e a quietude. Quantas demoras foram arrependimento. A quantos toques me furtei. Em breve, o luto dos meus. O tempo foi a medida da minha incapacidade.»

Texto: Andreia Azevedo Moreira 

Foto: Maria João Alves 

Projecto: Paulo Kellerman

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Coisas que aprendi, esqueci e regressam de ora em vez

Uma pessoa, sendo desde criança já uma pessoa, devia vir com o entendimento de que nasceu para ser o que deseje, e não para acudir às expectativas de terceiros. 

(Sim, os pais são terceiros como os outros terceiros. Quem diz pais, diz avós, diz tios, diz todo o tipo de relação sanguínea, de afinidade, convívio formal e informal, etc. e tal) 

Ora, não tendo a maior parte das pessoas, enquanto crianças, este conhecimento presente, passam grande parte da infância tentando preencher os vazios dos adultos. O que é que sucede. Isso está mal. Extremamente incorrecto, diria. Por demais desadequado e condiciona sobremaneira a maior parte das pessoas crianças, quando crescem para pessoas adultas. (Este parágrafo pode conter reminiscências de um scketch dos gato fedorento, o qual recomendo vivamente. https://www.youtube.com/watch?v=ZbDh20ViNFg ) 

Vai daí qual a recomendação às pessoas crianças que hoje são adultas e que volta e meia se sentem crianças desamparadas, sendo eu própria uma pessoa adulta criança desamparada e vice-versa.

Poupem tempo às vossas ricas vidinhas, vivam-nas como bem entenderem, dêem amor às pazadas sem esperarem (velhacos) recebê-lo de volta, mas sobretudo amem-se. Respeitem-se. Sigam aí o que a voz de dentro sussurra. Não finjam que não ouvem. Só se enganam e perdem TEMPO. 

(É que vamos mesmo morrer. Sem dar por ela, passei num relance da miúda de 18 anos a chorar à janela do quarto, por causa de um Ramon, a ouvir esta menina, para a mulher de 41 anos assustada quando esquece como se chora, ou sente, ou repele a amargura, a ouvir ainda esta menina. Estava à janela da Assis Chateaubriand e puff vinte e três anos já eram.) 

Ainda que aos olhos dos outros que pretendam controlar existências alheias possam ser catalogados de egoístas, ingratos, cruéis e sei lá mais o quê que os rebanhos gostam de chamar aos que assumem a solidão que é escolher os próprios caminhos.

P.S. Fugir de pessoas tóxicas. (Nenhuma excepção admitida.)


quinta-feira, 18 de abril de 2019

O acaso

Qual a probabilidade de passar por mim o Escritor do Livro que estou a ler, perceber o meu sorriso involuntário e sorrir-me um olá de volta? Aconteceu. Agora mesmo. Martinho da Arcada. 

Manuel Vilas.

Caraças.



CREEP


Concedida a possibilidade de aperfeiçoar o que vejo ao espelho, seria a aberração. 

(17-12-2018)


terça-feira, 9 de abril de 2019

Encomendar um livro recomendado por alguém que nos interessa profundamente e lê-lo, mal nos chegue às mãos, pode ser a proximidade maior que alguma vez teremos com o mesmo. 

Aproveitemo-la.

#Panaceias