Quando alguém nos diz:
Olha isto fez-me isto ou aquilo e eu sinto-me assim ou assado.
A gente não deve obrigar a pessoa a ver pelos nossos olhos. Deve encarar a pessoa com compaixão e ainda que, não façamos puto de ideia do que ela está a falar e ainda que, até, discordemos, podemos:
a) Ficar calados e acolher o ponto de vista.
b) Acolher o ponto de vista, dizendo eventualmente algo do tipo: não consigo entender o que me dizes, porque não o vivi, mas aceito que sintas o que dizes sentir e estou aqui incondicionalmente.
c) Tentar perceber que o que a pessoa está a dizer é a sua verdade e não a nossa e, por isso, não há que a convencer de nada.
Bonus track:
d) Se não fizemos qualquer esforço para fazer parte da vida da pessoa, não venhamos agora tentar falar sobre as suas mortes.
Impingir a nossa "bondade", a nossa "compreensão", a nossa "sabedoria", tentando de modo velado (ainda que inconsciente, admito) silenciar a pessoa mais uma vez, é só agredir de novo a pessoa que, ainda por cima, não pediu a nossa ajuda nem sequer nos procurou para falar sobre o assunto.
Isto é particularmente importante em casos de violência doméstica que passava pela manipulação e pelo abuso emocional, em que nunca houve marcas físicas e, como tal, pareceu sempre menos gravosa (ou inexistente) ao redor.
Aprendi ainda que, defendermos os nossos limites não é sermos agressivos, como os normativos meiguinhos na fala e perversos nos gestos querem fazer-nos crer. É sermos inteligentes. E se cai mal aos que tentam ser bonzinhos à custa da dor alheia olha, que se foda(m).
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