Handmaid's Tale será sempre a série da minha vida. Ando desde 2019 a falar dela. À data pressentia que tudo aquilo de que se compunha a trama, real no passado e no presente de muitas coordenadas, haveria de regressar ao Ocidente. Tem sido uma escalada das trevas para a realidade e tenho ouvido muitos acólitos a saírem debaixo das pedras para dizerem à boca cheia o que há uns anos seria inconcebível. Nos EUA Gilead já está em marcha como na história visionária de Margaret Atwood. Fiz ao contrário e só agora li o livro. Adorei perceber as adaptações e o modo brilhante como os argumentistas apanharam o que a escritora semeou como pistas, as subtilezas, o que ela não diz mas nós lemos nas entrelinhas. Acordemos. Acordemos. Acordemos. É tempo de resistir. Melhores dias virão, mas até lá que as nossas vozes se mantenham, que não nos deixemos silenciar pelas bestas que querem voltar séculos para trás.

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